terça-feira, 28 de agosto de 2018

CALAMOS O MARACANÃ (DE NOVO)... A EXPERIÊNCIA


Fotos: Arquivo pessoal/divulgação


Salve, salve fanáticos e fanáticas do Brasil, do mundo e até de Minas Gerais, meu nome é Pri Constantine, fanática celeste, também convidada pela  nossa big boss  Renata cotta, a integrar o time das fanáticas celestes e contar para vocês uma das melhores experiências da minha vida. Não dá  começar a contar essa história sem antes relembrar um momento ímpar: CALAMOS O MARACANÃ parte I, 5 mil cruzeirenses fanáticos calaram o macanã  em jogo realizado dia 7/9/2017 pela fantástica copa do Brasil daquele ano. Vi pela televisão, acompanhei cada detalhe daquele duelo e em dado momento de devaneio me imaginei lá, cantando, gritando, sangrando a garganta para empurrar meu time do coração. Estava decidida que na primeira oportunidade que tivesse iria acompanhar o cruzeiro em qualquer que fosse o duelo mas a vontade mesmo era de viver aquela emoção  ao vivo, a sensação de ver gélida, pasma e calada a torcida adversária em seus domínios, assim como os cabulosos fizeram  naquela ocasião com requinte de crueldade, CALARAM O MARACANA! Será que esse raio poderia cair novamente no mesmo lugar? Eu me perguntava. Além dessa página heroica e imortal, para quem aprecia o futebol, o maracanã é sem dúvida um templo do futebol, muitas histórias já se passaram naqueles gramados, final de copa do mundo, lendas que ajudaram a construir nosso legado com o futebol, Alex talento humilhando em 2003, então sim, era um sonho conhecer o estádio. Para minha alegria o momento oportuno não poderia ser  o melhor, LIBERTADORES/2018: flamengo x cruzeiro no Rio de janeiro jogo de ida das oitavas de final.

Começamos a saga  a partir do bairro são Pedro/BH, as 23:30hs terça-feira dia 07/08/2018 embarcamos literalmente na obsessão do tri, fomos entoando cânticos “celestiais” madrugada a fora, um prenuncio do que estava por vir.Como bons mineiros, RJ- quarta-feira  dia 08/08/2018 as 08hs sol discreto mas convidativo, fomos direto para a praia, Ipanema estava coisa  mais linda e a areia “azulzinha” invasão celeste, o exercito já estava a postos! Passei o dia naquela praia interagindo, conhecendo mais fanáticos, sorrindo, brincando, em nenhum momento senti o peso e a tensão do jogo épico que estava por vir, talvez anestesiada mesmo, de estar vivendo algo tão importante, algo que queria tanto, já havia ido ao Rio outras vezes, mas desta vez era missão não era passeio! Em dado momento me vi ali sentada na cadeira de praia contemplando a bandeira do Cruzeiro  hasteada, soberana, impondo o respeito que lhe é devida, RESPEITO a La bestia negra que se ouvia dos cariocas por todos os cantos.

Uma passadinha ali para tomar um banho, para um lanche e lá vamos nós reunir o exército azul para concluir a missão...a torcida cabulosa que já tinha iniciado seu show, parou Ipanema, blitz total e seguimos.. A essas alturas 17:30hs da tarde a ansiedade já começava a bater, no corpo já fardado escorria o suor da ansiedade e calor “ uma cerveja por favoooor”, o transito carioca parecia intransponível, uma odisseia para chegar ao estádio, mas chegamos! Por volta das 19hs estava eu parada, estática de frente para aquela imensidão de concreto, contemplando, imaginando, curtindo cada gota da atmosfera tensa. A torcida então começa adentrar ao estádio, ainda teve uma parada para esconder as bandeiras, pois é a conmebol proíbe a entrada, mas demos um “jeitinho”!

Quando cheguei dentro do estádio, vi a maravilha que estava, fiquei emocionada, realmente um belíssimo estádio, passou um filme na cabeça, a cena vista pela televisão, o gol de empate do Arrascaeta ali bem diante dos meus olhos novamente, a explosão da torcida cabulosa, silenciando os donos da casa, na minha mente  eu ouvia “ ahhrraaa uhhuuu o maracá é nosso".

Com as duas torcidas já em bom número no estádio, começaram as provocações, coisa mais linda a rivalidade sadia, uma torcida gritando e outra respondendo, o estádio cada vez mais cheio, os gritos cada vez mais intensos...Começa o jogo!
Caramba! Começou o jogo e a torcida com seu show  a parte, protagoniza por muitos momentos o melhor do espetáculo, ate que ARRASCAETA aos 9 min do 1º tempo abre o placar para a raposa, pronto!  Explodimos.O raio começava cair novamente no mesmo lugar e meu sonho estava se realizando naquele momento, não teve como conter e a emoção escorreu pelos olhos.



O jogo estava até equilibrado, o Flamengo saiu para jogo, Fábio, chegou a fazer um de seus milagres, mas não teve jeito, o raio já tinha caído, nossa  torcida cantou sozinha por quase 90 min,  eu cantei muito, gritei muito, torci muito, sonho realizado com sucesso!! Novamente CALAMOS O MARACANÃ! E aos 32 min do 2° tempo Arrascaeta para consolidar a invasão recebeu passe de Rafinha, escorou para Lucas Silva, que chutou forte. Dentro da área, TN30 para mandar a zica embora, desviou e matou Diego Alves. 2 cruzeiro 0 Flamengo. Dizem que a apoteose fica na Sapucaí, mas no dia 08/08/2018 o triunfo gigante da raposa ecoou uníssono e apoteótico no maracanã e trouxemos para casa uma grande vantagem conquistada em um belo duelo! Um raio cai sim duas vezes em um mesmo lugar! Agora é segurar o coração e concretizar nossa classificação em casa! #PARTIUTOCADARAPOSA3

5 comentários:

  1. Que relato, hein Pri?! Fiquei arrepiada! Muito feliz pela realização do seu sonho!! Espero um dia poder assistir ao Cruzero fora de casa também! Deve ser uma sensação indescritível! Hauauauauauaua! Muito obrigada por topar fazer parte dessa jornada comigo!

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  2. Meu Deus, segunda vez que arrepio de emoção hoje. Acho que hoje não tenho condição emocional para contar o motivo do primeiro arrepio, mas tenham calma, amanhã farei isso. Só digo isso: felicidade aqui é mato hoje! Ahhhhh, Pri, quero ir lá também. Ao Maracanã, o templo do futebol. Espero ser sua companheira na próxima jornada. Obrigada, milhões de vezes, Renata, por nos proporcionar essa aventura deliciosa, de falar do nosso grande amor!

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  3. "Dizem que a apoteose fica na Sapucaí, mas no dia 08/08/2018 o triunfo gigante da raposa ecoou uníssono e apoteótico no maracanã..." Que demais isso! Descrição de êxtase maior só mesmo in loco! Parabéns Pri!

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